Samba de Zé Pelintra chega à 5ª edição e consolida iniciativa que leva a espiritualidade da Umbanda e a cultura popular às ruas de Curitiba
No próximo dia 8 de agosto, o Brasileirinho, no Largo da Ordem, recebe a quinta edição do evento, que já reuniu mais de 5 mil pessoas ao longo de suas quatro primeiras edições e chega inspirado no verso de Gonzaguinha: ‘Viver e não ter a vergonha de ser feliz’.
O sonho do Terreiro Pai José sempre foi simbólico: trazer para Curitiba um pouco da atmosfera da Lapa carioca. Tendo como base o Rio de Janeiro, o evento mostra que o Largo da Ordem também pode ser palco da alegria, da boemia, do samba e da espiritualidade que marcam a história de Seu Zé Pelintra no imaginário popular.
A iniciativa nasceu da vontade de levar para as ruas um pouco da espiritualidade vivida dentro do TPJ. Para compartilhar seus valores, seu acolhimento, sua forma de enxergar o mundo e a força da malandragem de Seu Zé Pelintra por meio da música e da cultura popular.
Desde o início, o Samba de Zé Pelintra passou a ser construído como um samba-enredo: verso por verso, ala por ala. Cada edição acrescenta um novo capítulo à mesma história e encontra em uma canção da música popular brasileira a inspiração para seguir desfilando essa narrativa. A caminhada começou abrindo, simbolicamente, as portas da casa de Seu Zé ao som de ‘Vocês estão vendo aquela casa pequenina?’. Depois, a luz de Oxalá conduziu o Hino da Umbanda como convite ao respeito e ao diálogo. Em seguida, ‘É meu último cigarro, é meu último gole’ recordou que toda caminhada também conhece despedidas. ‘Naquela Mesa’ mostrou que a saudade preserva aquilo que o tempo não leva. Agora, Gonzaguinha conduz o quinto capítulo. Depois de abrir portas, apresentar a fé, enfrentar despedidas e aprender a conviver com a ausência, chega o momento de celebrar a vida e reconhecer a alegria nas coisas que permanecem ao nosso lado.
Como inspira um ensinamento atribuído a Seu Zé Pelintra, muitos buscam a alegria em coisas que não podem ter e se esquecem de olhar para a alegria das coisas que já têm. É justamente esse olhar que conduz a quinta edição.
Formado majoritariamente por jovens e sob a condução de Pai Cleiton Vargas, o Terreiro Pai José reúne espiritualidade, ações sociais e produção cultural em uma mesma caminhada. O Samba de Zé Pelintra tornou-se a principal expressão pública desse trabalho em um espaço permanente de diálogo entre a Umbanda e a sociedade.
Para o dirigente da casa, a essência do projeto permanece a mesma desde a primeira edição:
“O Seu Zé sempre nos ensinou que a espiritualidade caminha ao lado do povo. Ela está na vida do pai e da mãe que acordam cedo, enfrentam o trabalho, vencem dificuldades e fazem o impossível para cuidar da família. Está no sorriso de quem divide o pouco, no abraço, na música e na esperança. O Samba do Seu Zé leva essa espiritualidade para a rua porque é na rua que a vida acontece. E, se a vida acontece ali, é ali também que queremos celebrar o amor, a cultura e a alegria do povo brasileiro.”
Aberto a toda a sociedade, o evento recebe pessoas de diferentes crenças e tradições. Católicos, evangélicos, espíritas, budistas, adeptos das religiões de matriz africana e pessoas sem religião compartilham o mesmo espaço porque a cultura cria pontes onde o preconceito costuma erguer barreiras.
Quatro edições depois, a história que começou dentro de um terreiro já não pertence apenas ao Terreiro Pai José. Ela continua caminhando pelas ruas de Curitiba e lembrando que toda cidade pode ser mais humana quando a cultura, a espiritualidade e o amor escolhem caminhar juntos. Talvez essa seja a verdadeira força do Samba de Zé Pelintra: fazer com que, por algumas horas, a gente se lembre do que a correria insiste em fazer esquecer. Que ainda existem mesas onde desconhecidos se tornam amigos. Abraços que acontecem sem motivo. Músicas que curam sem pedir licença. E alegrias que já moram na vida, esperando apenas que alguém pare para enxergá-las.
Porque viver e não ter vergonha de ser feliz, não é apenas o tema desta quinta edição. É o convite que Seu Zé continua fazendo a todos nós: sentar à mesa, estender a mão e descobrir que a vida, quando compartilhada, continua sendo a mais bonita de todas as canções.
Serviço
– Samba de Zé Pelintra – 5ª edição
– Tema: Viver e não ter a vergonha de ser feliz
– Data: 8 de agosto de 2026
– Horário: 17h às 23h
– Local: Brasileirinho, Largo da Ordem – Curitiba/PR
– Entrada: gratuita
– Realização: Terreiro Pai José (TPJ)
– Instagram: @terreiro.tpj | https://www.instagram.com/terreiro.tpj/
Telefone para contato:
(41)9 8750-7913